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Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme

  • latenterevista
  • Aug 1
  • 13 min read

Alik Wunder

Davina Marques

Janilton Pinheiro Ferreira

Lilly Baniwa

Mawanaya Waurá

Vera Lúcia Aguiar Moura Tukano


Esta escrita se faz com o som de nossas vozes. Fizemos um filme – o curta-metragem Ulei Corpo Ancestral – e depois conversamos sobre essa experiência. Nesta escrita trazemos alguns momentos dessa conversa entre imagens do filme e do projeto Livros Vivos: saberes indígenas, saberes ancestrais, realizado na Unicamp, que vêm à tona em meio ao programa de cotas indígenas e dão a ver as potências dos encontros que essa importante política pública produz. O filme é sobre um vegetal: a mandioca, também chamada de macaxeira, a kaini,a ulei, a mandi’o, a ki’i...

É sobre as relações de afeto e cuidado mútuo que diferentes povos e pessoas têm com ela, sobre uma ancestralidade que expande o humano e que ensina.


Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme
Registro de um encontro. Acervo do projeto Livros Vivos. Sem data.


Lilly Baniwa:


Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme
Preparando o alimento. Preparação para gravação. Acervo do projeto Livros Vivos. 2022.

Sou indígena do povo Baniwa, mestranda de Artes da Cena e cursei Artes Cênicas na Unicamp. Nasci na comunidade Nazaré, no médio Rio Içana, que fica no território do Alto Rio Negro.


Vejo o projeto Livros Vivos como um lugar de acolhimento que faz com que a gente permaneça na universidade, que tenha um lugar de afeto, de memória, de partilha. Nesse lugar nosso conhecimento sempre está em movimento. Essa é uma coisa de que sentimos muita falta:o conhecimento em movimento. Não esse conhecimento parado no livro que fica só esperando alguém interessado abrir.


A gente está sempre nesse movimento de compartilhar e ter essa energia de troca. O corpo traz todas as memórias, um corpo de trabalhadora da roça, um corpo de mulher indígena que traz outros saberes para dentro da cena. O corpo indígena tem todo seu contexto, sua história, toda uma vibração que traz um conhecimento, um feitiço que vem da terra, que vem do território, que vem da aldeia. O projeto Livros Vivos tem esse momento de partilha a partir da imagem. No início, trazíamos a planta que lembrava a nossa avó e então acabávamos tendo essa abertura maior, que normalmente não temos na sala de aula.


As conversas sobre a mandioca vieram desse momento. Eu trouxe nossas histórias do povo Baniwa. Para nós,a mandioca não é uma raiz qualquer, é uma raiz ancestral, é um corpo ancestral. Durante a vivência com minha mãe, que trabalha na roça até o dia de hoje, com 85 anos, ela me demonstrou afeto e respeito pela mandioca. Quando eu era criança, ela falava: “Não joga a mandioca desse jeito. Não fica jogando contra alguma coisa, contra pedra, contra a madeira, contra a árvore”. A nossa história diz que mandioca sente, tem sentimento. A mandioca é um alimento principal lá da nossa região. Lá tem que ter farinha, tem que ter beiju, tem que ter maçoca, tucupi, essas coisas não podem faltar.


Eu acho que fazer arte é de alguma forma brincar. Eu vejo arte assim. Criar não pode ser uma coisa muito séria, porque é da nossa imaginação. Eu gosto muito de pensar a arte como um lugar acolhedor, um lugar de liberdade. Na gravação do filme, nós fomos lembrando que mandioca é um corpo, um corpo humano mesmo. Na língua Baniwa não se define se a mandioca é homem ou mulher. Então eu achei muito bom colocarmos a Verinhae o Mawanaya na performance. Usamos o barro para pintar a pele deles, então no filme ela é uma entidade que sai da terra. Tudo isso veio desse lugar de memória, de brincadeiras e imaginação mesmo.



Mawanaya Waura:


Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme
Ser ancestral. Cena de gravação. Acervo do projeto Livros Vivos, 2022.

Sou lá do Xingu, Mato Grosso, sou estudante de Geografia. Eu aprendi muito sobre roça com o meu tio. Eu não aprendi com meu pai porque ele morreu faz tempo. O que aprendi foi com minha mãe e meu tio. Eu mostrei isso no filme e gostei muito, mas queria ter mais alguém do meu povo junto para apresentar ainda melhor. A mandioca é o principal alimento lá dentro da nossa comunidade; se faltar,

a gente não sobrevive. A gente planta, faz a roça e também contamos histórias e fazemos festa para ela. Eu achei muito interessante essa performance que fizemos porque é igual o que se faz em nossa cultura. Lá, a gente passa aquele barro branco também para dançar.


Davina Marques:


Sou das Letras e da Pedagogia, professora e pesquisadora em projetos do Laboratório de Estudos Audiovisuais, Olho. O Livros Vivos é um projeto que a Lilly descreveu muito bem: é um espaço em que outros conhecimentos são incorporados e compartilhados fora da sala de aula. Passa por dar condições de agir a quem participa, de fazer, de criar, de encontros. Algo acontece nas oficinas que oferecemos e nas próprias reuniões do grupo. Em mesas fazemos a partilha de livros, de poesia, de fotografia, material para escrever, para desenhar, para pintar.


O acervo do filme Ulei Corpo Ancestral foi sendo construído durante muito tempo. Desde a produção dessas imagens até o filme, foram dois anos. Houve ainda um longo caminho para pensar como montar o curta. Queríamos narrar a história desse ser vegetal que é tão importante para as comunidades indígenas. Unimos o material do projeto a outras imagens

– fotografias e vídeos – produzidasem uma roça, incluindo cenas de uma experimentação que não sabíamos como ia ser ainda. E esse é o jeito como se faz nos nossos projetos mesmo:

a partir do que encontramos, vamos construindo e criando. Isso é muito bonito, e quem participa entende a singularidade dessa ação experimental. A partir dos materiais encontrados, foram surgindo as coisas. Por exemplo, fomos tentar personificar esse ser. Mas como fazer? E aí apareceu alguém que tinha tinta corporal, havia o que tínhamos coletado na roça para compor a imagem, sempre com um olhar muito atento e especial da Lilly.


Na performance, ela teve uma participação muito forte porque ia sugerindo, e todos participando e de fato querendo fazer. Foi um processo muito livre. As canções também, por exemplo, foram um acontecimento. Verinha, no almoço, começou a cantar, e eu filmei. O músico João Arruda, que estava ali junto, começou a incentivaras canções. Ele tem um estúdio de gravação nesse sítio onde estávamos.E mais tarde fomos gravar as narrativas e os cantos que ele lindamente conseguiu compor com a viola, com o violão e outros instrumentos que tinha. A sonoridade de cada povo na sua própria língua – que nem conhecíamos – ficou registrada. Fomos construindo a trilha sonora.





Janilton Pinheiro Ferreira:


ou estudante de licenciatura integrada em Química e Física.Eu sou da etnia Tukano, como a Vera, e sou do Rio Negro. Venho da comunidade de Iauaretê, que fica em São Gabriel da Cachoeira, numa região que chamamos de Cabeça do Cachorro. Vou compartilhar aquilo que aconteceu lá no início do projeto, nos encontros que a gente tinha quando começamos nosso grupo. Quando eu era recém­ chegado no início do ano, vi que as pessoas levavam farinha, vinho de açaí, compartilhando entre eles e partilhando de acordo com a cultura de cada um. Conheci as realidades Guarani, Baniwa, Waujá no projeto, e seguimos fazendo essa junção de ideias. A gente conversava e acabava colocando em prática na escrita. Depois surgiu, através da Lilly, estudante de Artes Cênicas, a ideia de pôr em prática a gravação de um curta. Eu fiquei maravilhado depois da execução. Fiquei emocionado depois que assisti a esse vídeo. Foi gratificante essa partilha toda com meus parentes sobre o cultivo e a extração de farinha, beiju e outros derivados que a mandioca nos proporciona. Foi muito espetacular, parece que voltei no tempo. Ele mostra aquilo que eu vivi com meus pais dentro da roça.E eu nunca imaginei que iria sair assim.




Vera Lúcia Aguiar Moura:


Sou do povo Tukano e estudo História na Unicamp. Agradeço por esta partilha e por esta escuta que vocês estão fazendo. Do momento da partilha até o resultado, foi um processo longo de trabalho coletivo. Quando cheguei ao projeto, compartilhamos nossas histórias, até que alguém pensou: “Vamos colocar na escrita essas histórias que são repassadas de forma oral”. Publicamos o artigo e depois: “O que é que a gente vai fazer com essa escrita toda?Vamos vivenciar toda essa história compartilhada”. Cada povo já tinha colocado essa relação com a mandioca, a narrativa, a memória, a vivência. A professora Alik então disponibilizou o sítio dela. Alguém sugeriu: “Vamos fazer essa vivência então”. Marcamos o dia e lá fomos nós. Quando chegamos, nos sentamos para organizar como fazer, e as ideias foram chegando. A ideia inicial era fazer uma performance.

Depois, chegou a ideia de que poderíamos gravar uns trechos do texto que fossem interessantes, que tinham a ver com nossas memórias, com as nossas narrativas e o que a gente tinha gostado de outro povo. Lá, na roça, entramos na onda de plantar, só que em nenhum momento na nossa cabeça passou que isso ia fazer parte do filme. Fizemos todo esse processo de filmagem na roça e no outro dia combinamos de fazer a performance.


Eu e Mawanaya participamos da performance a partir das narrativas contadas. E não teve só a nossa participação, dos povos indígenas, mas também essa relação que o povo não indígena tinha com a macaxeira, só que eles não tinham essa relação como a gente. Na vivência, começamos a cantar, e cada povo trouxe seu canto. O João Arruda, que é músico, se empolgou, e fomos fazer a gravação do canto em nossas línguas.



Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme
Ser ancestral. Cena da gravação. Acervo do projeto Livros Vivos. 2022.


O filme tem quatro partes. Tema introdução, que é um chamado à mandioca em várias línguas e em várias vozes. Depois, tem a participação da Lilly, que conta um pouco sobre essa relação com a mandioca no povo Baniwa, trazendo essa memória e o afeto que a mãe passou para ela. Depois, vem o Mawanaya, trazendo sua vivência como Waujá coma mandioca. Trouxe os jeitos de plantara maniva, toda uma técnica do seu povo. Depois, entra a minha parte sobre os produtos que a gente faz: a farinha, a tapioca... Essas quatro partes trazem essa partilha da mandioca com seres humanos, por meio de nossas memórias e vivências. É bom lembrar o ponto de partida: as narrativas dos nossos povos. Em nenhum momento deixamos de lado essa conexão com as nossas narrativas.

Eu estou na academia, mas trago a memória do meu povoe faço essa partilha em diálogo e com respeito às narrativas de outros povos.


O canto que eu trouxe para o filme chamamos de Hãde/Hãdeakü e é uma entoação de mulheres, um repertório musical. Eu cantei fazendo esse diálogo com a natureza presente porque geralmente as mulheres do nosso povo, como também os homens, cantam na acolhida, no agradecimento ou como uma forma de conversar. Oferecemos uma música para uma pessoa ou para algumas pessoas.

A canção que fiz foi mais voltada para essa relação com a natureza, é sobre respeito, de como cuidar para permanecer vivo juntos. A música diz dessa vivência conjunta, desse cuidado e do respeito comas plantas, que têm corpos vivos.


Em nossas cosmovisões, refletimos que na natureza todos somos corpos vivos, por isso devemos manter o respeito e o diálogo sempre. Hoje a minha pesquisa de iniciação científica envolve a mandioca e outras plantas. Meu projeto vai pensarem como podemos ver além dessa plantação, quero falar do fazer político de uma mulher indígena que planta. Falar de toda a inter­relação que ela faz no momento da plantação, no momento em que ela vai atrás de outro tipo de mandioca, no momento em que ela faz essa produção e também no trabalho que ela realiza junto aos seus filhos, que não é só plantar, ela faz esse repasse todo dessa técnica da narrativa, da vivência, traz a memória de quando ela era criança.


No povo Tukano, as mulheres são sempre de outros povos, são de outras comunidades, suas histórias são diferentes. Então, quando ela chega à comunidade, ela faz essa partilha, faz essa troca de técnica e, ao mesmo tempo, tem essa questão de afeto.



Alik Wunder:


Sou bióloga, pesquisadora e professora em educação e coordeno o projeto Livros Vivos que deu origem ao curta. A presença dessas/es jovens na universidade traz uma radicalidade:o encontro com diferentes modos de estar no mundo. Sinto que muitas vezes, infelizmente, esse encontro não acontece e passa por um grande silêncio. Passa pelo susto que levam ao estar em uma grande cidade como Campinas, em uma universidade toda organizada dentro da lógica urbana.O que trazer, o que partilhar? Não é simplesmente falar: “Vamos conversar sobre os conhecimentos que vocês trazem das aldeias”. Não é algo que acontece de uma hora para outra, porque a relação de confiança e de troca não está dada. Isso se constrói nesse espaço tão radical do estranhamento e, muitas vezes, acontece de forma lenta, por muitos motivos.


E tudo isso começa a mudar quando a gente coloca à frente e valoriza certos conhecimentos, como esses que foram aprendidos na roça com suas famílias. É aquilo que a Lilly falou sobre sua mãe: as orientações que eram dadas nesses momentos... Falamos da mandioca porque é um vegetal importante e comum entre os diferentes povos. A mandioca trouxe memórias muito afetivas de crianças criadas cotidianamente na roça.


Foi nesse momento que o grupo falou: “Isso é comum! A gente acordava às cinco horas da manhã e tinha que tomar banho no rio para espantar a preguiça”. Pessoas de diferentes lugares do Brasil

e um modo de educar como traço comum. Outro ponto comum foi esse cuidado com a planta que também é uma forma de ser cuidado por ela.Isso apareceu de uma forma muito bonita nas falas e narrativas tradicionais, e seguimos escrevendo textos, e veio

o desejo de desdobrar as escritas em filme. Tínhamos feito exercícios de fotografia, desenhos e pinturas também.


No momento em que fomos para uma roça de mandioca, vivemos a experiência de olhar para aqueles corpos em movimento. Esse corpo ancestral não é só o da mandioca. O corpo ancestral é o corpo da Vera, do Mawanaya e da Lilly. É um corpo ancestral que está nos gestos, quando cortam a maniva comas mãos, quando plantam, quando se agacham e se colocam de joelhos na terra. “Professora, você só não vai se machucar se ajoelhar”. Com eles aprendi que não podia brigar com a mandioca para tirá­-la da terra. É um gesto de muito respeito. São muitos detalhes que o filme traz de um corpo a corpo ancestral com esse vegetal. Gestos desses corpos em relação. É muito especial ver os saberes se expressando em um corpo em silêncio com a terra. São corpos silenciosos que não têm medo da terra. Não usam ferramentas de metal, só madeira, para não machucar a mandioca. Não usam da força para retirar a raiz.


Muitas coisas aparecem nesse filme e expressam esse cuidado e essa relação milenar dos povos indígenas com os vegetais e com a terra. A mandioca não é apenas um recurso alimentar, é um corpo ancestral que ensina o cuidado mútuo. Isso está presente em cada cena do filme.


Muitas pessoas participaram de todo esse processo de roteiro, mas a edição direta foi feita pela Davina, com composições muito poéticas de sobreposição de imagens e de sons.A filmagem também foi feita por ela, e usamos fotografias criadas por mim e por Tatiana Plens, fotógrafa e pesquisadora, colaboradora do projeto.


A direção de cena foi da Lilly, que é atriz, e o som teve a gravação da trilha do músico João Arruda, que também acompanha os cantos com a viola e outros instrumentos. Mawanaya, Vera e Lilly cantam e performam. O filme nos ensina muito sobre a dimensão intercultural: os povos indígenas como muitas culturas que se diferenciam e se relacionam por meio de linhas em comum que constroem entre si.


Esse é um exercício importante que fazemos na educação, especialmente porque a educação escolar, na nossa sociedade não indígena, colocou o indígena em um lugar estereotipado de “índio brasileiro” com o qual nenhum indígena se identifica. Para além de ensinar sobre uma outra relação coma terra e com os seres não humanos, penso que esse filme é um exemplo bonito sobre a possibilidade de convívio na diferença: mantendo a diferença e não deixando de produzir linhas comuns, que são também lutas comuns.


O nosso grupo de pesquisa realiza experimentações com imagens e sons, e tem sido muito potente aprender a fazer pesquisa de outra forma, com outros referenciais metodológicos e teóricos que os indígenas de alguma forma nos convocam a conhecer e com isso catalisam transformações.


Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme



Referências para conhecer mais sobre o filme e o projeto


BANIWA, Lilly; WAURÁ, Mawanaya; TUKANO, Vera Moura; WUNDER,Alik; MARQUES, Davina. Ulei, Corpo Ancestral. Revista ClimaCom,Dossiê “Territórios e povos indígenas”, v. 11, n. 26, 2024.Disponível em: https://climacom.mudancasclimaticas.net.br/ulei-corpo-ancestral/. Acesso em: 12 maio 2025.


MARQUES, Davina; WUNDER, Alik. Mandioca-Raiz-Corpo: partilhas sensíveis entre palavras, imagens, performances, sons e jovens universitários indígenas.Linha Mestra, 2025. (no prelo)


WUNDER, Alik; BANIWA, Lilly; GUARANI, Leandro Silveira; WAURÁ, Mawanaya; TUKANO, Naldo;

TUKANO, Vera Moura; PEREIRA, Janilton.Livros Vivos: palavras, imagens, plantas e gentes em criação.Revista ClimaCom, Dossiê “Políticas vegetais”, v. 9, n. 23, 2022.

Disponível em: https://climacom.mudancasclimaticas.net.br/livros-vivos/. Acesso em: 12 maio 2025.


WUNDER, Alik; BANIWA, Lilly; GUARANI, Leandro Silveira; WAURÁ, Mawanaya; TUKANO, Naldo; TUPI-GUARANI, Luan Apyká. Ulei, Kaini, Mandi’o, Ki’i, Mandioca: memórias, sabores e saberes de uma raiz-corpo. In: ALVES, Nilda; MENDONÇA, Rosa; TOJA, Noale. Cozinhas e conversas: cheiros e gostos e sons e imagens e afetos nos cotidianos e currículos. Petrópolis, RJ: DP et Alii; Rio de Janeiro: FAPERJ, 2023. n. p.


Alik Wunder tem formação em Ciências Biológicas.É mestra, doutora e pós-doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É pesquisadora do Laboratório dos Estudos Audiovisuais Olho e vice-presidente da Comissão Assessora para a Inclusão Acadêmica e Participação dos Povos Indígenas – Caiapi/ Unicamp. Realiza pesquisas com ênfase em estudos da imagem, em especial a fotografia, filosofia contemporânea, experimentações visuais e literárias, artes e pensamentos indígenas.


Davina Marques tem formação em Letras e em Educação. É mestra em Educação pela Unicamp, com doutora- do em Letras pela USP. Tem pesquisa no Pós-Doutorado em Educação na Unicamp. Desde 2010, tem se dedicado a temas relacionados a questões negras, afro-brasileiras e indígenas. Além das Letras e da Educação, interessa-se pelas Artes, em especial a fotografia e o cinema experimental. Pesquisa também relações entre arte e saúde.

É docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.


Janilton Pinheiro Ferreira estuda Licenciatura Integrada Física e Química na Universidade Estadual de Campinas e pertence ao povo Tukano, Alto Rio Negro, Amazonas. Participa do projeto Livros Vivos: saberes indígenas

e saberes vegetais, no qual atua como pesquisador indígena desde 2021.


Lilly Baniwa é atriz, performer e artista-pesquisadora indígena amazonense, pertencente ao povo Baniwa. Tem formação em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas e é mestranda em Artes da Cena pela mesma universidade. É nascida na comunidade de Nazaré, Rio Içana, município de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas. Participou do projeto Livros Vivos: saberes indígenas e saberes vegetais, no qual atuou como pesquisadora indígena entre 2019 e 2023.


Mawanaya Waurá estuda Geografia na Universidade Estadual de Campinas e pertence ao povo Waurá, Mato Grosso. Participou do projeto Livros Vivos: saberes indígenas e saberes vegetais, no qual atuou como pesquisador indígena entre 2021 e 2023.


Vera Lúcia Aguiar Moura, mais conhecida como Verinha Tukano, é do povo Ye’pa Mahsã (Tukano), da Terra Indígena Alto Rio/AM, fala e escreve na sua língua materna: Tukano. Atualmente cursa História na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), participa do projeto Livros Vivos: saberes indígenas e saberes vegetais, no qual atua como pesquisadora indígena desde 2022. Além disso, vem participando ativamente em outras discussões no campo acadêmico voltado a questões indígenas e sua presença.

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