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Adubar o solo comum: policultivos e comunalidade

  • Foto do escritor: Gabi Leirias
    Gabi Leirias
  • 11 de dez. de 2025
  • 12 min de leitura

Gabriela Leirias e Gabriela León


Adubar o solo comum



Este é um diálogo sobre a interdependência que possibilita a vida, sobre o nosso habitar e as suas consequências e sobre os amplos comentários a respeito, que transcendem o âmbito humano. Durante uma série de conversas entre nós, as Gabrielas, acerca do cuidado coma T(t)erra, e, devido a uma série de experiências pessoais, refletimos sobre o processo de cura de nossos próprios corpos e sobre as práticas de limites difusos entre o campo da arte e outros que em tanto podem parecer distantes, como o da agroecologia.


Algumas destas conversas presenciais e online foram gravadas, depois passadas a um transcritor que não diferenciou as vozes e, então, convertidas para outro formato, que apagou as marcas de tempo. Tudo isso em espanhol e portunhol para, ao final, ser traduzido para

o português. Uma profusão de palavras que se tornou um convite para montar este quebra-cabeça de ideias, reflexões, questionamentos e vontade de continuar conversando. Decidimos experimentar uma voz “nosótrica" (de nosotros em espanhol), na terceira pessoa do plural, para abordar tais experiências que são coletivas.


Conhecemos-nos no âmbito do projeto Poticasde las (T)tierras (1), e Gabriela Leirias viajou do Brasilà cidade de Oaxaca, no México, na condição de primeira residente do projeto Cochera en Servicio (2), criado pela artista Gabriela León em conjunto com outras pessoas. Cochera en Servicio nasceu há quase dez anos como uma iniciativa de vizinhança que procurava partilhar aquilo que cresce nos quintais (plantas, sementes, alimentos) e, mais tarde, saberes.


Abrir o portão de uma garagem e convocar pessoas interessadas no cultivo dos próprios alimentos, desde então, transformou-se num ato de promoção de encontros entre aqueles que procuram refletir, colaborar e cultivar a vida em comum a partir do cotidiano da cidade, colocando a alimentação ao centro. Ainda hoje, cada encontro é um convite para repartir e celebrar a abundância coletiva, quando a diversidade se transforma em força criativa, e um portão, ao ser aberto, descerra também a possibilidade de construir uma comunidade a partir da cooperação, do afeto e do cuidado mútuo.


Atualmente, a essas atividades foram incluídas trocas, oficinas, palestras, celebrações e encontros variados onde confluem pessoas de diferentes bairros, pueblos e origens, conformando uma rede diversa e viva. Além de companhia no processo de se aproximar da terra para cultivar e partilhar alimentos, a comunidade da Cochera en Servicio tem se politizado e auto-organizado para contribuir com o adubo e a semeadura ("abonar a la siembra") da consciência ecológica nos diferentes territórios onde os seus participantes habitam.


O projeto articula uma teia de criaçãoe colaboração baseada em valores que contrastam radicalmente com os do capitalismo. Avança passo a passo, criando essas possibilidades inspiradas coletivamente nos pensadores da Comunalidad, forma de nomear a organização social dos povos originários de Oaxaca que inspira a Cochera en Servicio. Em cada encontro mensal é fortalecida uma comunidade urbana, diversa e ativa, feita de intercâmbios e apoio mútuo, sempre em diálogo com a terra e os temas urgentes do mundo.


Adubar o solo comum

Pensadores indígenas da Serra Norte, em Oaxaca, propõem que este habitar em comunidade se baseie em quatro pilares:


Adubar o solo comum


Dentro dos temas da Cochera en Servicio, os plantiose a relação com a comida e, sobretudo, com a milpa são primordiais. Gabriela León é uma artista interessada na ação social e nas poéticas colaborativas, que também investiga múltiplas abordagens sobre formação de comunidades urbanas e alimentação. Isso abre um campo de intercâmbios e reflexões entre a milpa, dos povos mesoamericanos, e a muvuca, do Brasil.


Em nossas conversas sobre a importância da milpa, nós, as Gabrielas, chegamos a nomeá-la como uma “tecnologa ancestral de punta" (tecnologia ancestral de ponta). É um policultivo em que são cultivados milho, feijão e abóbora, e também outras espécies companheiras. A milpa possui muitas camadas além da alimentícia: tem um nível espiritual, um social, um socioambiental e também um no qual se tecem vínculos de reciprocidade com outros seres. Ela torna evidente interações benéficas e harmoniosas, bem como de interdependência entre plantas, pessoas e animais. Estas são as relações recíprocas que nos têm permitido evoluir num coletivo para além dos humanos.


A resistência dos povos mesoamericanos, ao se oporem às monoculturas –plantações de produto único que anulam a diversidade e esgotam a terra–, lembra-nos de que, nos policultivos, as plantas se ajudam mutuamente: o milho cresce para cima, o feijão trepador se enrola em espiral e auxilia na fixação de nitrogênio ao solo, e a abóbora cresce rasteira, criando sombra e mantendo

a umidade do solo, o que permite que os microrganismos gerem saúde às plantas –cujas folhas libertam uma substância repelente a insetos. Há também uma teia de relações invisíveis muito importantes que ocorrem debaixo da terra. Gabriela León defende que as plantas são seres sociais que criam relações de apoio mútuo não apenas entre si, mas também com os animaise as pessoas. A milpa é, portanto, uma celebração desta criação mútua! Temos evoluído juntamente com certas plantas, cujos nutrientes estiveram presentes em muitas gerações; em troca, cuidamos delas e disseminamos as suas sementes. Quando no México se diz “Somos maíz!” ("somos de milho"), não é uma metáfora. Cuidamos e guardamos sementes, da mesma forma como somos cuidados; é o princípio de reciprocidade com a terra e com o conhecimento, abertos, todos, à diversidade de práticas, pensamentos e afetos. Este encontro entre múltiplas espécies e a interação delas com outros elementos é o que possibilita a vida.


Os saberes ancestrais nos recordam da potência da biodiversidade. Podemos também pensar neste cruzamento de mundos entre o Brasil e o México: no Brasil temos a muvuca, que é a semeadura de muitas espécies juntas lançadas ao solo; é um método que une saberes indígenas e africanos para cultivar alimentos e restaurar ecossistemas degradados e destruídos.


Algo que selou a união e o intercâmbio entre solos/espécies/territórios do Brasil e do México foi a experiência de a Gabriela León plantar sementes de um tipo de avaxi (milho ancestral do povo Guarani Mbyá) com as quais Gabriela Leirias a presenteou, quando foi ao México, no mesmo espaço ensolarado onde semeia, em vasos, miniatura de maíz palomero (espécie de milho criolo mexi- cano). Neste processo, acidentalmente as sementes se misturaram e geraram uma nova espécie: “avaxi-palomero”.


As sementes cultivadas de maneira tradicional, entre elas o avaxi, têm um significado amplo e complexo. Afinal de contas, falam da recuperação dos territórios indígenas e tradicionais, da resis- tência e permanência das suas tradições. Conectam-se com uma ampla gama de conhecimentos e práticas que vão desde linguagem, nomes das sementes, técnicas de semeadura, alimentos produzidos e histórias contadas até a conexão com o solo, o tempo, os ciclos e, sobretudo, a cosmologia –conexão fundamental para a terra sana, e os corpos sanos.



Adubar o solo comum


A espécie resultante do cruza- mento dos milhos das Gabrielas foi adubada com o composto dos banheiros ecológicos que existem na casa de Gabriela León, um gesto que nos reintegra aos ciclos da vida ao devolver à terra solos férteis em vez da contaminação de corpos d’água com os nossos resíduos. A comunidade da Cochera en Servicio tem usado o composto fecal em projetos de reflorestamento, de regeneração e de recuperação de solos esgotados, e também para cultivar plantas ornamentais e frutíferas. O uso de cacabono (3), os resíduos humanos, para o cultivo de alimentos é uma prática controversa na atualidade, assim como tem sido o próprio uso dos banheiros ecológicos. Essas controvérsias deram origem a colaborações com artistas e pesquisadores em projetos e obras derivados, como Cacalabaza (4) –um comentário sobre a autofagia a partir do campo da arte–,e Cacoteca (5) –uma biblioteca virtual onde se concentram diversos materiais práticos, literários, filosóficos e científicos sobre as nossas excretas e as possibilidades de convertê-las em adubo fértil.



Adubar o solo comum


Adubar o solo comum
› Laboratório Poéticas de las (T)tierras na Cochera en servicio Oaxaca, México, 2024Fotografia: Gabriela Leirias

Quando Gabriela Leirias visitou a Cochera en Servicio em 2024, realizou um laboratório no qual compartilhou pesquisas e obras de artistas que trabalham com plantas, jardins e terra. Em especial as ações do coletivo paulista Bijari, que intervém em carros, ônibus e outros meios de transporte para convertê-los em jardins para o cultivo de plantas no espaço público, desencadearam uma espécie de despertar para muitas pessoas que participaram dos encontros. Por que não semear uma milpa, ou uma horta, da mesma forma que é praticada esta apropriação?


A relação com os nossos jardins e as plantas vai além da estética, pois eles são capazes de expressar conteúdos críticos em uma linguagem ampla. Ao questionarmos o que plantamos, a relação que mantemos com as plantas, o que fazemos e o impacto que causamos na cidade, essa reflexão se torna um comentário profundo que pode encontrar reverberação como arte. As pessoas podem entender que a prática do cultivos e estende ao campo artístico: ela serve como um convite para que o público não seja apenas espectador, mas se torne agente ativo. A ideia não é criar arte em um museu, mas sim transformar a realidade por meio de gestos criativos, como o próprio cultivo. Utilizando as ferramentas que têm à mão, as pessoas podem gerar trabalhos que provocam uma reflexão mais profunda sobre a sociedade e nossa forma de vida planetária.


A noção ocidental de arte, por vezes, a isola das esferas da vida, situando-a como algo distinto do nosso cotidiano. Uma reflexão valiosa de muitos povos originários, no entanto, nos convida a superar essa dicotomia. Para eles, não há separação ou hierarquia:o plantio, a espiritualidade, a arte e a festa são práticas que caminham lado a lado, integradas ao fluxo da vida.


Inspirada por essa perspectiva, a comunidade da Cochera en Servicio está aberta a investigar caminhos em conjunto com artistxs, ativistxs, jardineirxs, cozinheirxs, investigadorxs e com outras pessoas interessadas em experimentar o comum e participar das experiências estéticas proporcionadas pelo plantio e partilha dos alimentos –vivência entendida, aqui, como uma espécie de ritual para nos celebrarmos como seres sociais e interdependentes.


Os encontros criam um espaço comum para experimentar formas distintas de viver e de criar. Algumas delas foram muito performativas, conceptuais, experimentais ou contemporâneas –para usar algumas noções do campo da arte; outras, pelo contrário, foram muito acadêmicas ou simplesmente muito práticas e divertidas. Estas convivências, estas pequenas e constantes utopias, nutrem os nossos vínculos de afeto e de reciprocidade profunda, adubam o nosso pensamento e cultivam a nossa sensibilidade para o cuidado da vida.


A Cochera en Servicio pode ser compreendida como uma prática do campo expandido da arte pós-estúdio, alinhando-se a movimentos como a arte socialmente comprometida, a arte baseada na comunidade, as práticas dialógicas, colaborativas e contextuais –ou, em termos mais atuais, como uma prática social viva. Reunimo-nos em comunidade para nos reconhecer e ouvir, para gerar e com- partilhar conhecimento coletivo em arte, gestão, produção, investigação, facilitação ou tudo isso junto. Somos um diálogo constante de saberes, uma espécie de experiência de autoeducação comunitária e, sobretudo, um espaço de gozo estético e de celebração da vida.


A Cochera, como prática, pensamento e construção coletiva comunal, é um organismo em movimento, sempre muito dinâmico; como um holobionte, que atravessou diferentes fases. Gabriela León comenta que, numa fase inicial, o grupo se deu conta de que se tratava, de fato, de um exercício social para desaprender os valores capitalistas e cultivar valores mais comunitários, para assim construir comunidade. Ao ser assumido como um exercício, foi realizado com grande disciplina: as reuniões deviam ser celebradas religiosamente ao primeiro domingo de cada mês, das 12h às 15h. Muitos projetos, portanto, reservaram este momento para os encontros, já que todos sabiam que haveria uma Cochera. Assim, as reuniões torna- ram-se parte da agenda de Oaxaca.


Com o tempo, converteu-se numa Cochera itinerante, indo a outros lugares para partilhar esta forma de vida em conjunto. E, assim, surgiram muitos projetos em torno das plantas, das trocas, das reflexões sobre o nosso habitar no mundo6. Atualmente, as reuniões continuam com o mesmo formato inicial: as pessoas chegam, deixam o que querem partilhar sobre a mesa e levam dela o que precisam. Esta é a essência: criar um altar coletivo, uma oferenda à comunidade que foi construída ao longo dos anos.


COMPARTE TU ABUNDANCIA –TOMA LO QUE NECESITAS


No mês de outubro deste ano, o grupo sentiu a urgência de prestar homenagem a Inés e Rosita Barroso, utilizando este momento para aprofundar a reflexão sobre o cuidado coletivo. Inés e Rosita são duas professoras aposentadas que vivem em uma casa ecológica, têm banheiros secos/ecológicos, criam galinhas e cultivam as próprias plantas. Conseguiram esta configuração com muito esforço, já que a residência foi construída sobre um antigo lixão. Deste modo, tornaram-se as super-madrinhas da Cochera, e demonstram que toda transformação é possível.

Sempre muito entusiasmada, Rosita costumava ir à Rádio Universidade para convidar as pessoas para os encontros. Falava no ar sobre o que era a Cochera e sobre a importância de cada tema abordado. Por isso chegou gente tão diversa ao projeto –a rádio FM é sintonizada nos carros, nos transportes públicos, na padaria e em outros tantos lugares da cidade. Inés e Rosita são muito boas em ensinar, em responder a perguntas, em criar consciência ambiental e em ajudar a perceber que podemos viver de maneira diferente na cidade, que podemos nos relacionar de maneira diferente com outros seres, como plantas, animais e rios, estes que estão gravemente doentes.


Nunca antes tinha sido realizada uma homenagem na Cochera, atitude que marca o início de uma fase, um novo momento em que reconhecemos e valorizamos aquelas que são as nossas ancestrais vivas. Por vezes não reconhecemos que houve pessoas que abriram o caminho para o surgimento de novas ideias, como no caso do trabalho de consciencialização ambiental destas professoras. A presença delas também permitiu a compreensão sobre o apreço do acompanhamento, da aproximação e do cuidado com as pessoas e com a terra. Trata-se de aprender outra linguagem, das plantas; de aprender a escutar o não humano. É um movimento para aprender com outras sensibilidades e, assim, desenvolver esse afeto por tudo o que está vivo.


Buscamos ampliar o nosso afeto, que nos parece só existir na humanidade, e estendê-lo ao que é a vida e ao que é a natureza –à qual, na verdade, pertencemos.

A palavra “cuidado” pode ser aplicada a muitas coisas. Na Cochera, começa com este cuidado com o que comemos, com o que plantamos, com a forma como plantamos, com o que compreendemos como lixo, com os resíduos, com o cocô, com os saberes dos mestres de Oaxaca sobre a comunalidade. E, agora, incluímos este pensamento sobre os cuidados com os mais velhos e com a memória. Em nossa sociedade, os mais velhos ficam à parte. Na cidade, onde tudo é muito rápido, não é possível viver noutra temporalidade que não seja da velocidade rápida.


Mas outra temporalidade seria muito importante para criar algo novo: a ideia de futuro ancestral que o pensador indígena brasileiro Ailton Krenak afirma ser funda- mental para pensar o futuro.

É bonito ver que o cuidado tem muitas dimensões, incluindo o cuida-do e as dimensões da alimentação. Porque compartilhamos os alimentos que plantamos e, assim, podemos comê-los, mas também partilhamos outros alimentos: as nossas dúvidas, reflexões, escutas, cheiros. Na realidade, o nosso primeiro alimento é o ar que respi- ramos, a água, as relações. As nossas afetividades também são os nossos alimentos, pensando de uma forma expandida.


Projetos como Cochera en Servicio apagam as fronteiras entre as práticas artísticas, pedagógicas, ativistas e afetivas e criam metodologias experimentais para vivenciar e construir o que pode ser o comum. Estão abertos às dificuldades e às demandas, e atentos às necessidades que surgem do coletivo. A Cochera é como um guarda-chuva de projetos. Acolhe propostas e práticas que já existem, mas também é um lugar de criação. É um lugar onde, também, todos semeiam muitas coisas distintas. E de onde podem nascer diversidades sobre as quais se perde o controle. Não se sabe o que vai brotar dali. Como uma composteira. Onde até podem brotar novas espécies, como o “avaxi-palomero”.


NOTAS

1 O projeto Poéticas de las (T)tierras ocorreu de 2023 a 2025. Nele, foram realizados encontros, pesquisas e residências no México e no Brasil envolvendo os projetos Jardinalidades, Cochera en Servicio, ARAFURA, LILHA e Condô Cultural. Para saber mais acesse a publicação climacom.mudancasclimaticas.net.br/livros-principal/poeticas-de-las-tierras/

2 Sobre o projeto Cochera en Servicio acesse: cocheraenservicio.com

3 Cacabono é um termo em espanhol que une “abono” (fertilizante) e “caca” (cocô); portanto, refere-se a um fertilizante humano coletado em banheiros secos. Este fertilizante humano tem sido usado em cultivos experimentais pelas pessoas da Cochera en Servicio e envolve todo um trabalho contra a chamada cacafobia, defendendo que é preciso olhar para os resíduos humanos e encontrar caminhos para inseri-los num sistema de reutilização produtivo e regenerador.

4 Sobre o projeto Cacalabaza realizado por La Polinizadora: http://lapolinizadora.com/ proyectos/657-2/

5 Link para a Cacoteca, biblioteca sobre a caca: lapolinizadora.com/cacoteca-4/

6 Projetos vinculados à Cochera, tais como: Terreno Familiar, Huerto Girasoles-Buenaventura, Espacio Lolita: un Lugar para Convivir e iniciativas de Aerin Dunford e Yeyo Beltran.


Gabriela León

Cuautla (Morelos, México), 1973. Vive em Oaxaca, México.É artista e ativista. Sua prática social investiga a conformação de comunidades urbanas, explorando o campo da arte como um espaço para o cultivo do conheci- mento e o entrelaçamento social. Ao longo de sua trajetória, cofundoue foi cogestora de diversas iniciativas autônomas, como Cochera en Servicio, Pájaros en el Alambre, La Perrera, Ojo de Perro. Todas foram autogeridas, inspiradas nas formas tradicionais de organização social dos povos originários de Oaxaca, como o apoio mútuo, a reciprocidade profunda e a celebração coletiva. Seu trabalho foi exibido individual e coletivamente em inúmeras exposições e festivais, obteve prêmios e bolsas de estudo e rendeu palestras no México e no exterior. Concluiu o mestrado em Ação Social em Contextos Globais no Instituto de Ciências Sociais da UABJO. Bacharel em Belas Artes pela UDLA.


Gabriela Leirias

São Paulo (São Paulo, Brasil), 1977. Vive entre São Paulo e Serrinha, Bragança Paulista. Curadora, pesquisadora e educadora. Atua com arte contemporânea em diálogo com territórios, cartografias alternativas, modos de cultivos e relações com a terra e com os impactos das emergências climáticas. Doutoranda em Artes Visuais pela UNICAMP, mestre em Artes pela ECA/USP, especialista em História da Arte pela EMBAP/PR e graduada em Geografia pela USP. Desenvolve projetos colaborativos e laboratórios que cruzam práticas artísticas e pedagógicas. Desde 2014 coordena a Plataforma Jardinalidades de arte contemporânea. Atualmente, realiza o projeto Poéticas de las (T)tierras - Red Sur Brasil México, propondo intercâmbios entre artistas e gestoras culturais do Brasil e do México. É colaboradora da Revista Latente de Artes Visuais, lançada em 2024. Membro do Grupo multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências educações e comunicações (CNPq-Labjor-Unicamp) e da Rede Latino-Americana de Divulgação Científica e Mudanças Climáticas.

1 comentário


Membro desconhecido
15 de jan.

Muito bom o texto. Por algum motivo, o texto me lembrou do trabalho de Nadir Bouhmouch e Soumeya Ait Ahmed na Bienal de 2024 em SP. Vou deixar o link aqui. https://35.bienal.org.br/participante/nadir-bouhmouch-e-soumeya-ait-ahmed/

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