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Espaços impermanentes. Arte, deslocamento e invenção no interior paulista.
— Sylvia Werneck Quando penso no “desenvolvimento” — termo que aqui não se sustenta sem fricção — do interior de São Paulo após a chegada dos europeus às Américas, a ideia de deslocamento se impõe quase como uma camada geológica. O território foi atravessado por sucessivas ondas de mobilidade e violência: as bandeiras que avançavam em busca de metais preciosos e de corpos indígenas a serem capturados e escravizados; o ciclo do café, que redesenhou radicalmente a paisagem com
30 de jun.6 min de leitura


As donas das ruas: “Graffito, logo posso ser livre”
— Ketty Valencio Pelas encruzilhadas da vida e da arte, peço licença às entidades; entre exus, pombagiras, a malandragem e o povo da rua. Quero exaltar a ancestralidade negra, por meio de artistas pretas — as grafiteiras — que colorem a cidade, o bairro e onde o concreto e o limite se expandem como os contornos das casas, dos arranha-céus, das avenidas, das ruas e das vielas. Mas, se voltarmos ao Brasil Colônia, aquelas ruas não eram um ambiente permitido para as mulheres. Ap
22 de jun.9 min de leitura


Adubar o solo comum: policultivos e comunalidade
— Gabriela Leirias e Gabriela León Este é um diálogo sobre a interdependência que possibilita a vida, sobre o nosso habitar e as suas consequências e sobre os amplos comentários a respeito, que transcendem o âmbito humano. Durante uma série de conversas entre nós, as Gabrielas, acerca do cuidado coma T(t)erra, e, devido a uma série de experiências pessoais, refletimos sobre o processo de cura de nossos próprios corpos e sobre as práticas de limites difusos entre o
11 de dez. de 202512 min de leitura


Residência Casco no Pós-Balsa: arte, extensão e participação social
— Lola Fabres e Luciano Nascimento › Vista aérea do Quarto Centenário, localidade em disputa na região do Pós-Balsa; captação de Vítor Nassar Guimarães, cinegrafista de drone Nosso projeto Casco nasceu em 2021, no sul do Brasil–no entorno do complexo da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas–, abarcando 12 distritos da área rural do litoral norte gaúcho. Mas foi apenas em 2023 que mudou de endereço e passou a direcionar o foco de atuação ao território do P
8 de dez. de 20259 min de leitura


Na real, eu sou Nenesurreal
— Entrevista por Célia Barros e Gabriela Leirias › Fotografia: Acervo pessoal Nenesurreal é artista plástica, grafiteira e educadora social negra e periférica que, desde 1996, integra arte, identidade e transformação social em sua trajetória em Diadema e São Paulo. Criadora de uma marca de roupas plus size pintadas com técnicas de Graffiti, conecta seu trabalho a movimentos negros, feministas, hip-hop e LGBTQIAPN+. Já expôs em instituições como oCCBB (Centro Cul
4 de dez. de 202511 min de leitura
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