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Corpo-Rio: uma poética da fissura
— Jeff Barbato O menino de lábios dilacerados. O da boca marcada por uma fenda que nascia bem abaixo de sua narina e terminava no final do queixo do lado direito de seu rosto. Fissura que mostrava uma gengiva mal-acabada de dentes falhos, minúsculos e tortos. Rouxinol, criança que, ao soltar seus primeiros balbucios, foi acusado de possuir uma fala que provinha de um mal contagioso que morava em suas entranhas. Por isso fora condenado à morte. Diziam que era preciso acabar co
3 de jul.9 min de leitura


Nas fissuras entre o corpo, o concreto e o urucum
— Andrey Guaianá Zignnatto Itche Xambrá Haun Fór Andrey Guaianá Zignnatto, regag tivê kaingá Dofurêm Guaianá. Itche dofuvê, uraimatõ Jundiaí-São Paulo, opecuxã to tã Dofurêm Guaianá. Os lugares de criação existem como endereço fixo, CEP, contrato de aluguel? Ou são deslocamentos, travessia, resto de chão? Pergunto isso como quem encosta o ouvido na terra e espera que ela responda com um sopro. Pra mim, lugar de criação não é sala branca, nem cubo neutro, nem silêncio condicio
3 de jul.9 min de leitura


A terra vale o que ela produz
— Por Marília Scarabello Nesta série, exploro formalmente a relação da terra com os códigos que lhe conferem valor. Apresento relações entre pintura com terra, carvão vegetal, lixas de areia, douração sobre papel e colagem de QR codes de anúncios de empreendimentos imobiliários recortados dos jornais que resultam em trabalhos de diferentes dimensões. Questiono o uso desta terra, assim como o acúmulo comercial e de códigos estéticos de valor que se constroem em
8 de dez. de 20251 min de leitura


Ulei Corpo Ancestral – conversas com e sobre o filme
Esta escrita se faz com o som de nossas vozes. Fizemos um filme – o curta-metragem Ulei Corpo Ancestral – e depois conversamos sobre essa experiência. Nesta escrita trazemos alguns momentos dessa conversa entre imagens do filme e do projeto Livros Vivos: saberes indígenas, saberes ancestrais, realizado na Unicamp,
1 de ago. de 202513 min de leitura


Simone Moraes: a longa aprendizagem das Convivências
Como garantir que, quando somos parte de um grupo que compartilha um mesmo propósito inicial a partir de um convite de alguém, estamos todos entendendo com precisão o seguinte: o que nos é comum e o que nos é individual?
28 de jul. de 20258 min de leitura


DESENCAPADOS
— Felipe Marcondes da Costa À sempre perturbadora pergunta “quem é você”, a resposta mais fiel vem dos documentos que a burocracia...
13 de dez. de 20241 min de leitura


SUCUMBIR PARA ATRAVESSAR O TEMPO:
A VIDA É MAIOR QUE O BURACO EM QUE/DO QUAL NASCEMOS. — renat castillo Sou filhe de um imigrante hondureño e venho, através de minha...
23 de out. de 20246 min de leitura


TUDO NOSSO
— Thaylla Barros Minha pesquisa nas artes é um mergulho e união entre ancestralidade, resgate, simbologias, grafismo e território, além...
23 de out. de 20243 min de leitura


ACHO - Arquivo Coleções de Histórias Ordinárias
— Estefania Gavina O ACHO arquivo é uma grande família, um jardim de fotografias, um território sem fronteiras, em que todos fazemos...
23 de jul. de 20244 min de leitura


Cherchez la femme
O projeto Adúlteras reúne um conjunto de trabalhos realizados com base em representações da mulher adúltera
16 de mai. de 20244 min de leitura


Corpes dissidentes
Desconforto oculto e os corpos rasurados — Bella Tozini É diante dos corpos crus e relaxados que eu apresento um desconforto oculto e...
9 de mai. de 20243 min de leitura
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