Justificações para o desaparecimento–observações da natureza de Alberto Duvivier Tembo
- latenterevista
- 10 de dez. de 2025
- 12 min de leitura
— por Felipe Marcondes da Costa
Em 1996, o animal mais badalado do planeta era uma improvável ovelha. A fama do bovídeo não se devia a qualquer crença religiosa de arrebatamento pela chegada do novo milênio, teoria bastante propagada naquele período, mas a um indivíduo em particular: a ovelha Dolly, o primeiro mamífero a resultar de um bem-sucedido processo de clonagem. O advento dessa tecnologia levou o imaginário antropocêntrico a logo se projetar duplicado, triplicado, quadruplicado... Um mundo povoado por eus. No Brasil, o fenômeno produziu desdobramentos como a novela O Clone, com Murilo Benício como protagonista, no ano de 2001 (ao contrário do que a intuição tende a apontar, a marca de refrigerantes Dolly é anterior à ovelha homônima).
A celeuma despertada pela possibilidade de clonagem tampouco passou despercebida pela lente crítica e focada em ecologia de Alberto Duvivier Tembo (Boston, EUA, 1974), que naquele fatídico ano de 1996 concluía sua licenciatura em Artes Visuais na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo. Ao pegar o diploma, porém, o futuro “artista verde” –como hoje se intitula– não tinha uma carreira encaminhada: não havia sido apadrinhado por nenhum professor, tampouco adentrara o sistema da arte.
Em meio a professores como Nelson Leirner e Dora Longo Bahia, Tembo não experimentou na faculdade uma trajetória linear. Foi apenas ao fim do curso, mais especificamente no último se- mestre, que ele encontrou o que o mobilizaria. Interessado na relação entre arte e natureza, em termos formais sua pesquisa se volta à utilização de materiais brutos, não industrializados, a fim de expor a vida não apenas como tema, mas também como procedimento –ou seja, sua intenção é não só representara vida, mas apresentá-la. Para tanto, dedica especial atenção à materialidade, ressaltando em sua obra como o material fala por si só. Entretanto, a FAAP não foi um terreno exatamente fértil para as experimentações de Tembo, que não encontrou ali interlocução para questões ecológicas. Com uma pesquisa distante das principais linhas de força valorizadas ao contexto da época, sentia-se um elemento estranho naquele ambiente.
Contudo, a ampla repercussão gerada pela notícia da clonagem envolvendo a simpática ovelha, um animal quase sem inimigos, foi em geral positiva, até esperançosa. O experimento com Dolly parecia introdutório, preparando o terreno para saltos maiores –e o cachorro é um animal saltador que mergulha mais profundamente nos corações humanos. Sobrevivendo à narrativa escatológica da virada do ano 2000 –Dolly viveu seis anos, enquanto a expectativa de vida de uma ovelha supera os dez–, seu exemplo inaugurou um mundo para a clonagem de mamíferos, e a ideia de prolongar
a fidelidade canina para além de seu tempo de vida era irresistível.Duas décadas depois, com a clonagem de cães já melhor difundida, o caso mais célebre dessa prática já comprova o quanto a conduta é questionável:o protagonista é Conan, cachorro de Javier Milei, presidente da Argentina, e como tudo que circunda essa errática figura, o episódio é nebuloso. Não se sabe ao certo quantos indivíduos nasceram do procedimento –especula-se que sejam cinco os clones de Conan–, o que é público é o fato alegado pelo próprio político de que se aconselha com o espírito do referido cão –o falecido, que deu origem aos clones– para embasar de- cisões que afetam o destino do país.
Nenhum cão pode ser responsabilizado pelas lamentáveis escolhas políticas, tampouco culpado pelas consequências causadas por quem optou por cloná-lo. Cada processo de clonagem impõe altos custos –tão elevados que o aspecto financeiro se torna secundário. Para que um clone vingue muitos animais são sacrificados, direta ou indiretamente: as fêmeas são submetidas a múltiplas gestações, e filhotes com malformação têm destino incerto –as empresas que oferecem esse serviço não primam pela transparência, tampouco os clientes se interessam por
se inteirar dos detalhes. A prática da clonagem replica no mundo animal um ideal de sociedade em que a vontade de um se sobrepõe ao bem-estar do conjunto –isto é, a primazia em saciar o desejo individual ainda que ao custo de outras existências. Segundo essa lógica, vidas se tornam descartáveis. Seja aplicada a humanos ou a outros animais, a narrativa de glória individual implica tragédia coletiva.

Quanto a Tembo, passou mais de duas décadas criando de modo intermitente após concluir a graduação. Por conta própria, estudou movimentos como land art e environmental art e, ainda que com uma produção artística bissexta, nunca se distanciou do meio: seguiu trabalhando em educativos e afins, atento a exposições e debates contemporâneos. Nesse meio-tempo, com as consequências concretas advindas da emergência climática, acompanhou a agenda ecológica ganhar cada vez mais visibilidade, enquanto pauta, e partidários, enquanto causa. A ruptura representada pela pandemia de Covid-19 serviu para pôr termo ao seu hiato: numa reordenação de prioridades, retomou com afinco sua produção, atendendo a uma demanda interna por criar uma nova vida.
Estabelecido na cidade paulista de Itatiba, pertencente à região metropolitana de Campinas e localizada a 85 km da capital, Tembo reencontrou-se em 2022 com a dedicação contínua à pesquisa. Não à toa, a retomada incluiu a recriação de trabalhos de faculdade que já integravam uma abordagem ecológica em meados dos anos 1990, e hoje, renovados, ressurgem ainda mais atuais ao indicarem o futuro possível (1). Esse resgate, mais que repetição, sinaliza por um lado a coerência de seu discurso artístico e, por outro, denuncia que as negligências para com o futuro persistem. Em termos pessoais, seguir com a criação adquire outro significado: revigorado, seu gesto de continuar produzindo arte indica mais uma necessidade do que qualquer busca por reconhecimento. Sustentar o desejo por produzir e marcar posição num mundo transformado –e transtornado– é indício, em alguma medida, de sua própria ressurreição. Ao retornar, Alberto faz lembrar o homem viajado que regressa à sua aldeia repleto de histórias e evidências de sua experiência.

Se na época em que Tembo concluiu a graduação a ideia da clonagem de hu- manos parecia ser a próxima barreira a ser transposta, hoje tal ambição soa obsoleta. Essa suspensão serve como reconhecimento –ainda que modesto– de como a filosofia é imprescindível à prática científica, pois é condição para um desenvolvimento ético de qualquer outra ciência. É também a prevalência do pensamento filosófico que a série intitulada Desde que Eu Existo desvela. Com cada imagem representando um setênio da vida do artista, o rosto de Tembo à época aparece ao lado da figura de um animal extinto naquele mesmo período. Desse modo, o artista evidencia que, mesmo conscientes da devastação, estamos todos implicados nos processos que levam a uma extinção –ou seja, não se trata de um fenômeno externo nem impessoal, mas sim próximo, no tempo presente. É desconcertante reconhecer que, como parte de uma coletividade, temos nosso quinhão de responsabilidade em tudo o que se extingue diante de nossos olhos. Realizada em 2023, quando o artista somava 49 anos, Desde que Eu Existo é composta por sete desenhos concebidos sob a ação do fogo. Merece especial atenção o animal representado no período correspondente ao quarto setênio: o bucardo, também conhecido como íbex-dos-pirenéus, espécie oficialmente extinta no ano 2000, quando o último indivíduo faleceu. Cientistas se anteciparam a esse desaparecimento para coletar e conservar material genético e, a partir da preservação dessas amostras, três anos depois da extinção conseguiram trazer ao mundo um novo indivíduo. A vida do bucardo retornado, no entanto, foi curta: devido a problemas pulmonares, o recém-nascido viveu por apenas 10 minutos.
A trágica história dessa espécie, extinta duas vezes num intervalo muito curto, faz lembrar uma passagem de O Evangelho segundo Jesus Cristo, romance de José Saramago, em que Jesus se recusa a realizar o milagre da ressurreição em Lázaro sob o argumento de que seria demasiado cruel condenar alguém a morrer duas vezes (2) –os cientistas da desextinção não demonstraram a sensibilidade ou a preocupação ética do protagonista de Saramago.

Já Fuck Off, de 2025, é uma pintura com areia, carvão, giz, galhos, borracha, cimento, gesso, musgos e placa de metal gravada em que há a imagem do rinoceronte-branco-do-norte. Nela, Tembo convida o público a borrifar água sobre a obra, num gesto atencioso que parece apontar para o cuidado contínuo que uma vida exige –seja a de musgos, seja a vida de espécies ameaçadas de extinção. O animal representado nessa obra em vida tem nome próprio, Sudan, famoso por ser o último macho de sua espécie. Como ele não procriou, restaram após sua morte, em 2018, apenas duas fêmeas de rinocerontes-brancos-do-norte, de modo que a espécie, dizimada pela caça ilegal, ficou fadada ao desaparecimento.
Se, por um lado, há a reivindicação de cuidado indicada pelo gesto de aguar, por outro há a sugestão, pelo título explícito (expressão cuja tradução mais vulgar seria Vai se Foder), de um apelo para que esses animais sejam deixados em paz –como no caso de Sudan, que chegou a ser submetido a grandes sofrimentos em tentativas humanas para conservação da espécie à qual pertencia. Nesse ponto se revela uma postura que atravessa a produção de Tembo: há uma tensão entre a boa intenção de se preocupar com a preservação da natureza e conceder um espaço para que a mesma natureza se regenere por conta própria, sem necessidade de ser tutelada.

Entretanto, se hoje a possibilidade de clonagem humana já não é seriamente considerada, o melhoramento genético é muito aventado, comprometendo-se com benefícios importantes, como inibir doenças hereditárias. Já em animais não humanos, o que mais tem gerado controvérsias segue sendo a promessa de recuperação de animais em extinção. Um caso bastante midiático é o do lobo-terrível, espécie extinta há mais de 10 mil anos, incensado como renascido pela empresa responsável pelo procedimento. Uma pesquisa sobre o episódio, no entanto, deixa evidente o malabarismo retórico: o procedimento realizado não foi a clonagem a partir do DNA dos fósseis, mas a edição genética de lobos disponíveis para que estes indivíduos reproduzissem características do animal desejado –modificações em quantidade ínfima quando comparadas ao total do material genético que distingue o lobo-terrível de um lobo não extinto. Mais uma vez, a adesão ou não ao discurso de desextinção se revela, antes de tudo, como uma questão filosófica. Cabe indagar se a edição genética de animais existentes com a finalidade de aproximá-los –ainda que superficialmente– de animais extintos é suficiente para configurar a recuperação destes.
A aparentemente inofensiva clonagem de cães, expressão do sincero desejo de perpetuação de um vínculo afetivo, alcança escala planetária quando espelhada na desextinção, projeto cuja pretensão de que nenhuma perda seja definitiva se apoia na possibilidade de reversão do desaparecimento não de indivíduos, mas de espécies inteiras. Uma vez mais, o retorno de um animal da extinção se assemelha não a um fim em si mesmo, mas à preparação do terreno para algo ainda maior.
Uma espécie que se crê capaz de trazer de volta à vida espécies desaparecidas há milhares de anos se tem em alta conta, considerando-se a própria encarnação da redenção. Vender-se como apta a recriar uma espécie ajuda a emplacar o discurso de ser possível recuperar um ambiente:se desenvolvemos tecnologia para reanimar espécies tão remotas, como não conseguiríamos conservar um planeta em condições propícias para a vida? É desse modo que o anúncio da possibilidade de haver animais ressurgidos da extinção prepara o terreno para o fim do mundo: esgotam-se os recursos naturais sob a premissa de que é possível recuperá-los no futuro (3). E ainda que o plano falhe ea espécie humana, com seu potencial sobrenatural, não consiga restaurar seu habitat natural, a imaginação tecnológica já projeta um planeta reserva: Marte.
Assim como a desextinção, com sua promessa de reparação, é álibi para a devastação ambiental, a colonização planetária expande essa lógica ao aplicá-la à ideia de um planeta de reposição. O povoamento de Marte é expressão da sanha colonialista em versão futurista, excitada por brinquedinhos fálicos tipo foguetes que dão ré. A renovação reacionária atualiza seu vocabulário: Novo Mundo passa a Novo Planeta. A naturalização do discurso de extinção pela promessa da desextinção, em última instância, prepara a própria espécie humana a conformar-se com seu fim, defendendo que alguns eleitos poderão dar continuidade a algo próximo do que conhecemos por cultura humana num mundo outro –pois este já está condenado. Portanto, alardear este mundo como um caso perdido– e trabalhar para que ele se torne de fato irrecuperável– naturaliza a ideia de que não há nada a fazer senão remediar, já tornando outro planeta minimamente habitável.

Esse raciocínio autocentrado, que toma a espécie humana como funda- mento e finalidade, sustenta um cir- cuito que não admite brechas, com o desenvolvimento técnico sendo ele- vado a redentor de qualquer formade vida. Assim, tudo passa a ser uma preparação, um ensaio, e esta vida se torna um esboço para uma existência superior. A ciência convertida em magia opera como meio de legitimar um retorno ao idealismo –de acordo com essa perspectiva, a vida nas atuais circunstâncias consiste em preparar uma existência em outro terreno (para alguém em estado de aprisionamento, preparar o terreno pode corresponder a abrir uma cova). Seja depositada em ovelha, em cão ou em Murilo Benício, a esperança de que tudo que se perde poderá ser recuperado é instrumentalizada como justificativa para toda espécie de desaparecimento. Há um fio condutor comum aos discursos que apresentam a clonagem como reparação do indivíduo, a desextinção como reparação da espécie e a colonização como reparação do mundo: a crença de que haverá um retorno capaz de redimir aquilo que desaparecerá.
Os trabalhos de Alberto Duvivier Tembo reparam o mundo que existe, que está aqui agora, ao alcance de nossas mãos –e, se nossas mãos podem tocá-lo, é preciso agir antes de atingirmos o ponto de não retorno. A fagulha que provocou o arco narrativo deste ensaio, que relaciona de forma errática adventos que a té nica logrou nas últimas três décadas com o discurso forjado pelos milênios da tradição ocidental –cuja máxima “conhece-te a ti mesmo” fundamenta o paradigma da autossuficiência da primeira pessoa–, surgiu da fricção com um trabalho em particular de Tembo.

Uma primeira passada de olhos sobre Resurrectio, de 2025, divisa quatro plantas, aparentemente mortas, numa caixa em que há um recipiente para reter água –cuja tampa é reco- berta com diversos materiais, dentre os quais se destaca a terra–, recebendo uma espécie de transfusão de um líquido que escoa por uma bolsa de soro. Depois, descobre-se que o sugestivo nome da instalação se refere à Anastatica hierochuntica, vulgo rosa-de-jericó, flor que representa a ressurreição, pois quando falta umidade ela se contrai em secura numa postura esférica que a deixa com a aparência de morta, mas logo refloresce com o contato com a água e retorna ao assombro da vida. Na obra, as bolsas penduradas transferem não soro, mas água, o líquido responsável por realizar o milagre. A velocidade com que as flores reagem ao estímulo, ressurgindo de um dia para o outro, faz lembrar construções que prescindem dos cuidados hu- manos e rapidamente são tomadas pelo verde, demonstrando o quanto a natureza age rápido para prevalecer sobre a arquitetura em abandono.
Cada uma das plantas de Resurrectio representa uma espécie sondada por empresas de manipulação genética para ser trazida de volta da extinção: além do lobo-terrível, háo mamute-lanoso, o tigre-da-tasmânia e o auroque. O impacto visual das flores nutridas por bolsa de soro dependuradas remete a uma natureza fragilizada, que demanda cuidados médicos –e a sensação é de que caso o diagnóstico não melhore, os cuidados passarão a ser paliativos. O que se reivindica é a necessidade de fazer algo por este mundo agora. Nesta urgência por ação imediata, é de se destacar a referência geográfica presente no nome da planta escolhida: Jericó, situada na Cisjordânia, é considerada a cidade mais antiga ainda existente. A resistência da rosa-de-je-ricó, portanto, adquire grande simbolismo para a cultura árabe em geral e para a Palestina em particular, de modo que Resurrectio acaba por apontar outra emergência além da climática: a do povo palestino, submetido a um genocídio.
O fim do mundo se precipita, mas alguns mundos são aniquilados antes. Se agora a população palestina é oprimida, sendo vedado até seu acesso ao mar que banha a costa de Gaza, sua perseverança resultará nas condições propícias ao florescimento: um estado independente. A esperança é condição para a persistência da vida. Não obstante o discurso que acumula justificativas para a destruição, há culturas que insistem em permanecer firmes como alternativa ao desaparecimento –e, numa escala micro, há artistas cuja prática teima com o gesto de ressurreição.
NOTAS
1 Tal formulação faz lembrar o que o poeta e crítico literário Alcides Villaça costuma dizer sobre Machado de Assis: que este, no século XXI, está cada vez mais atual: “Em 21 de junho de 1839 nascia Machado de Assis, que continua atualíssimo e escrevendo melhor do que nunca. Vez ou outra ele surge no balcão desse sobrado do Cosme Velho e olha para nós com grande aplicação”. VILLAÇA, Alcides. 21 jun. 2017. Disponível em: <facebook.com/alcides.villaca/posts/ pfbid02ZPWczLL2ojaZVihRoMM2asy7R5RSWd9q1BuLUDbnBAs3eJymgNtCvT6nQjfquRRpl>. Acesso em: 7 out. 2025.
2 No romance, é Maria Madalena quem detém Jesus: “(...) Maria de Magdala põe uma mão no ombro de Jesus e diz, “Ninguém na vida teve tantos pecados que mereça morrer duas vezes, então Jesus deixou cair os braços e saiu para chorar”. SARAMAGO, José. O Evangelho segundo Jesus Cristo: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 360.
3 A pouca importância dada aos recursos naturais se revela mesmo em expressões cotidianas aparentemente ingênuas, como a popular “quando cheguei, tudo isso era mato”, que qualifica “mato” como sinônimo de espaço pouco desenvolvido ao qual é preciso atribuir uma função. Nesse sentido, o que dizer da hipótese de que a Floresta Amazônica não é uma formação espontânea e aleatória, senão a execução do projeto de povos que se esforçaram para adequá-la à sua forma de vida?
Felipe Marcondes da Costa
Felipe Marcondes da Costa (São Paulo, 1990) lê e escreve–nessa ordem. Tem formação em Dramaturgia pela SP Escolade Teatro e é doutor em Literatura Portuguesa pela FFLCH-USP. Publicou no Brasil rezar é juntar palavras com força (dulcineia catadora, 2017; 2022), e em Portugal desencapados (maio-maio, 2022). Sua produção transita entre literatura, performance e artes visuais. Vive entre São Paulo e Campinas.
Alberto Duvivier Tembo
Alberto Duvivier Tembo é artista, educador, game-designer e ambientalista. Formado em Artes Plásticas pela FAAP em 1996, teve aulas com Nelson Leirner, Dora Longo Bahia e José Spaniol, dentre outros. Pós-graduado em Educação Lúdica pelo Instituto Superior de Ensino Vera Cruz e em Ciências Holísticas e Economia para a Transição, pelo Schumacher College Brasil.É membro-fundador do coletivo paulista Zebra5 Jogo e Arte, que desenvolve trabalhos amalgamando arte, jogo e educação. Compreende a representação pictórica como linguagem primor- dial, atávica -remontando à sua origem rupestre. Sua pintura é concomitantemente resistência e existência; ou ainda representação e apresentação, uma vez que a matéria bruta, presente, representa (ou reapresenta?) o espírito ausente: a vida frente ao iminente colapso. Participou de exposições no Brasil e na Finlândia, e de diversos salões de arte, como 34o Grande Salão de Arte Bunkyo (premiado) e 50o de Arte de Ribeirão Preto.





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