Curanderia de mulheres grafiteiras
- 22 de jun.
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— Nenesurreal
A invisibilidade das mulheres grafiteiras permanece como uma realidade a ser contrariada, sobretudo quando se trata de mulheres pretas, periféricas ou fora do eixo Rio–São Paulo. A partir dessa constatação, a Revista Latente convida Nenesurreal para curadoria de ensaios visuais que possam cultivar a memória e afirmar a visibilidade de quem ocupa a rua com a coragem dos seus próprios corpos. A resposta se materializa numa Curanderia: inspirada na ação das curandeiras e benzedeiras, nos apresenta uma coleção de ensaios visuais de mulheres grafiteiras que transitam entre diferentes linguagens e abordagens do Graffiti. Oito artistas expressam realidades, sonhos e desejos em gestos que nos convidam a reconhecer uma história possível construída a partir delas mesmas.








Nenesurreal
Mulher negra, periférica, mãe, avó, artista plástica, grafiteira, educadora social e criadora da marca homônima de roupas para mulheres plus size, pintadas com técnicas do Graffiti. Atua desde 1996 conectando arte, identidade e transformação social por meio da economia solidária e da formação artística. Seu trabalho dialoga com movimentos negros, feministas, Hip- Hop e LGBTQIAP+, e já passou por espaços como o Centro Cultural Banco do Brasil, Sesc-SP, Casa das Caldeiras, Festival de Arte Negra (BH) e festivais internacionais em Viena. Foi premiada com o Prêmio Sabotage (2016) e homenageada pela Ação Educativa no Dia do Graffiti (2018). Participa de exposições coletivas como Carolinas (2025), celebrando os 111 anos de Carolina Maria de Jesus na Caixa Cultural SP.



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